O Concelho de Caminha vive uma crise económica e moral. Durante os oito anos de governação autárquica de Júlia Paula e a sua equipa, deparámo-nos com a tradição de recorrer sistematicamente ao tribunal, na maioria das vezes, sem razão. Seria de aplaudir tal acto se fosse em defesa do desenvolvimento sustentável do concelho. Mas, infelizmente, não é isso que acontece, tendo a agravante de ser a população deste concelho a custear os caprichos desta Câmara.
Mais uma vez, provavelmente, vamos verificar a má aplicação do dinheiro dos contribuintes para pagar uma causa perdida no tribunal, resultante de duas providências cautelares instauradas pelo vereador Bento Chão e pelos três vereadores do Partido Socialista, aquando do incidente de impedimento apresentado pelo vereador Paulo Pereira, na reunião camarária de 22/12/08, que impossibilitou o vereador Bento Chão de participar na votação do Plano e Orçamento para 2009. Tratou-se de um verdadeiro acto teatral. Talvez para não ficar ligada ao problema criado, a Presidente da Câmara Municipal de Caminha fez-se substituir na referida reunião pelo vice-Presidente, Flamiano Martins que presidiu à mesma. Para colmatar a ausência da Presidente foi convocada Celeste Taxa e, numa acção já previamente preparada, encontrava-se na sala o suplente João Maria Pereira que viria a substituir Bento Chão na referida votação. Todos estes representantes do PSD ficarão para sempre ligados a este triste episódio antidemocrático e de tremendo atropelo à legislação vigente. Com a presença de Bento Chão a desempenhar as suas funções autárquicas, este nunca poderia ter sido substituído por outro vereador nem o Presidente em exercício poderia ter aceite o incidente de impedimento apresentado pelo vereador Paulo Pereira, eleito na mesma lista de Bento Chão em quarto lugar. É lamentável o argumento utilizado pelo vereador Paulo Pereira, alegando que Bento Chão não se encontrava “em condições de votar de forma imparcial e na prossecução do interesse público” porque “nutria (pela presidente) uma grande inimizade e até mesmo um enorme ódio e rancor quase cegos e doentios”. Como poderá um colega de bancada, eleito na mesma lista em lugar inferior, fazer tal afirmação? Pensamos que o limite do racional foi ultrapassado neste deplorável e inconcebível acto que atesta bem a dignidade dos seus autores. Preocupa-nos muito que sejam estes autores que comandam os destinos do nosso concelho.
Finalmente, fez-se justiça. O Tribunal Administrativo de Braga deu razão às acções interpostas pelo vereador Bento Chão e vereadores do Partido Socialista, considerando nulas as deliberações tomadas durante o afastamento de Bento Chão e ao ser praticado um “acto inquinado de violação de lei” as custas do processo correrão a cargo de Flamiano Martins, do vereador Paulo Pereira e do Município de Caminha. Eles fizeram a “trapalhada” e mais uma vez, provavelmente, os munícipes vão pagar as custas ao tribunal.
Já chega de tanta má gestão camarária. É altura de olhar para a população deste concelho e dar resposta às verdadeiras necessidades. É importante gastar o dinheiro público em coisas úteis e não em diferendos nos tribunais!
A Juventude Socialista de Vila Praia de Âncora defende o desenvolvimento económico e industrial, a criação de empresas, o aumento da oferta de emprego aos jovens e restantes habitantes, a preservação do património local, o desenvolvimento cultural e todo o apoio social aos mais necessitados.
Queremos estar na linha da frente do desenvolvimento sustentável nas áreas da Energia da Educação e da Tecnologia, entre outras.
Camaradas, Amigos e simpatizantes, vamos ambicionar mais e melhor para o nosso concelho. Todos juntos vamos lutar para a transformação do nosso concelho desenvolvendo todas as suas potencialidades!!!!!